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Capoeira é uma herança deixada pelos negros bantos vindos de Angola como escravos. Cultivado e praticado por escravos fugitivos, ensinado aos negros ainda cativos por recapturados voltando aos engenhos, surgiu como uma espécie de arte martial.
Para não levantar suspeitas, os movimentos da luta foram sendo adaptados às cantorias e músicas africanas para que parecessem uma dança. Simbolo de identidade, solidaridade e resistência, a Capoeira não deixou de ser perseguida depois do fim da escravidão. Na cidade de Salvador, capoeiristas organizados em bandos provocavam arruaças nas festas populares e reforçavam o caráter marginal da luta. A Capoeira só começa a ganhar aceitação por parte das autoridades nos anos 30: Em 1932, Manuel dos Reis Machado, Mestre Bimba, abre uma academia em Salvador e solicita o registro para que funcione normalmente. Em 1937, Mestre Bimba recebeu um convite do então interventor da Bahia, General Juracy Magalhães, para organizar uma roda de uma variação da Capoeira (chamada "Regional") para o Presidente Getúlio Vargas, que visitava Salvador. Desde então, a Capoeira ganhou reputação como arte martial no mundo enteiro, assim como por sua função social e educativa. Hoje em dia, a Capoeira esta dividida em duas correntes: 'Angola' (a mais antiga; Mestre Pastinha) e 'Regional' (Mestre Bimba).