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ÌNDICE HISTÓRIA
HISTÓRIA DE TINHARÉ
 
  
... de passo a passo
27/03/1531
Martim Afonso de Souza zarpa da Bahia, avista a ilha e nome-a de "Tynharéa".
01/04/1535
Na divisão do Brasil em capitanias hereditárias, Jorge Figueiredo Correia recebe da Coroa as terras que mais tarde seriam conhecidas como a capitania dos Ilhéus.
ago./1535
Naufrágio do barco espanhol 'Madre de Dios' na atual Ponta dos Castelhanos, no sul da ilha de Boipeba. Por esta ocasião, estava de passagem pelas ilhas, a figura carismática de Caramuru.
out./1535
Francisco Romero, enviado de Figueiredo Correia como lugar-tenente, zarpa de Lisboa chegando a Salvador em dezembro.
jan./1536
Francisco Romero escolhe Morro de São Paulo como sede da capitania, batiza a vila e começa as construções. Pouco tempo depois, decide transferir a vila e fundar a atual cidade de Ilhéus.
1537
Figueiredo Correia cria várias sesmarias. Uma delas abrangia aproximadamente a área entre as atuais cidades de Itacaré e Valença, e é doada a Mem de Sá, futuro Governador Geral.
1561Os Jesuítas se estabelecem em Taperoá, em frente às ilhas, e em Cairu.
1563A grande epidemia de varíola resulta em morte e dispersão dos Tupinambá na região, abrindo caminho para os Aimoré, que vinham do sul.
1563Mem de Sá, já Governador Geral, doa aos jesuítas a chamada sesmaria das Doze Léguas que ele ganhou em 1537.
1564-70Os Aimoré atacam Porto Seguro e Ilhéus. Os refugiados chegam a Cairu e Boipeba.
1565Lucas Giraldes, segundo donatário da Capitania dos Ilhéus, ordena oficialmente a criação das vilas de Cairu, Boipeba e Camamu. A sesmaria dos jesuitas é conhecida como as doze leguas de Camamu.
1571Fundação de Nossa Senhora do Santo Amparo, atual cidade de Valença.
1597Os Aimoré atacam a região de Tinharé e causam o abandono completo do povoado de N. Sra. do Amparo. e a fuga dos inhabitanes pelas ilhas.
~1610/12 Em Morro de São Paulo, a família Saraiva-Goes manda construir a capela de Nossa Senhora da Luz no alto do Morro, onde hoje encontra-se o farol.
1623 Os jesuítas fundam a Residência de São Fancisco Xavier no Galeão, ponta oeste da ilha de Tinharé.
1624 Primeira visita de uma esquadra holandesa às águas de Tinharé, sob o comando de Jacob Willekens e Johan van Dortt, antes de tomar Salvador.
1625Os holandeses são expulsados de Salvador. Menos de um mês depois, Tinharé recebe a visita de uma segunda esquadra holandesa, sob o comando de Boudewijn Hendriczood. Esta se dispersa ao saber da retomada.
1627/28Pieter Van Heyn ataca Salvador várias vezes, permanecendo por meses na região, antes de ir para o Caribe. Envia uma embarcação sob o comando de um brasileiro, um certo 'Mãozinha', para saquear a ilha de Tinharé. Ocorre, pela ocasião, segundo a lenda, um milagre atribuído à N. Sra. da Luz, que teria criado uma 'ilusão' de que a costa estava protegida por um grande batalhão de soldados, afugentando os invasores.
1630Começa a construção da Fortaleza do Morro de São Paulo, ordenado pelo Governador Geral Diogo Luís de Oliveira. Esta primeira fase das construções acaba levando quase cem anos para a sua conclusão, constituindo a estrutura do Forte Velho, ou Forte da Conceição.
1644O Governador Antônio Teles da Silva obriga os moradores do arquipélago a abastecerem de farinha todas as tropas até Salvador.
1652Oficialização do funcionamento do forte em Morro de São Paulo.
1664Instituição de uma guarda fixa na fortaleza do Morro de São Paulo, recrutada entre os moradores das ilhas.
1718 Motim na fortaleza do Morro de São Paulo.
1725O Conde de Sabugosa, Vasco Fernades Cesar De Menezes, Vice-rei, ordena a criação de um ponto de fiscalização no Morro, estabelecendo controle sobre a região, de acesso às minas de ouro do interior.
1728-32O Conde de Sabugosa inicia ambiciosas obras de extensão na fortaleza do Morro de São Paulo. Constrói o 'Forte da Ponta', ou Tapirandu, que ainda existe, em ruínas, e é o que hoje comumente chamamos de 'forte'. Também são construídos os pequenos fortes do Zimbeiro e o do São Luiz, ao alto do Morro, dos quais hoje só restam pequenos fragmentos.
1730O Conde de Sabugosa suspende a obrigacão de fornecimento de mandioca às tropas da fortaleza, atendendo ao pedido dos produtores.
1739O Conde de Sabugosa inicia a construção da muralha que acompanharia o canal de entrada ás águas de Tinharé, integrando o conjunto da fortificação. Vinte anos mais tarde, essas obras ainda estariam inacabadas.
1746Construção da Fonte Grande, com a contratação de um arquiteto francês, para o abastecimento das tropas com água.
1750Em sua fase áurea, o forte do Morro contava com cinco construções e baterias em muros de 678m de extensão, 51 peças de artilharia e uma guarnição com 183 homens, sendo uma das maiores do Brasil.
1774Uma tempestade danifica a fortaleza do Morro. As obras de restauração só se iniciam após 20 anos.
1779Famosa polêmica na corte sobre as reais necessidades de restaurar-se o forte do Morro. Os dois fortes menores são classificados como ruínas.
1797Sob a supervisão de Domingo Álvares Branco Muniz, as obras de restauração conferem ao forte do Morro o seu aspecto atual.
1799Santo Amparo é elevada à vila de Nova Valença do Santíssimo Coração de Jesus, desmembrando-se de Cairu.
~1800 Êxodo da população de Boipeba para o continente.
1811Boipeba perde a categoria de vila. Jequié, atual Nilo Peçanha, situada à sua frente, no continente, eleva-se à vila e passa a chamar-se Nova Boipeba.
1811Classifica-se o forte do Morro como ruína.
1823O almirante Lord Thomas Cockrane e suas forças estabelecem base para as operações da primeira esquadra brasileira na baía de Tinharé, no âmbito das lutas da independência. Nesse período, parte dos canhões da reserva de artilharia da fortificação do Morro é transferida para Salvador.
1845 Completam-se as obras da nova igreja de Nossa Senhora da Luz, em Morro de São Paulo.
1847Nova Boipeba acaba perdendo o status de vila para Taperoá.
1853 O engenheiro J. Monteiro Carson da fábrica de tecidos de Valença constrói o farol do Morro de São Paulo.
1859 O Imperador Dom Pedro II visita Morro de São Paulo.
1863 Acréscimo das inscrições no portal do forte e portaló do Morro de São Paulo.
1933Excavações ilegais são feitas na igreja de Velha Boipeba, aparentamente em busca de um tesouro.
1946 Desconhecidos dizendo-se autorizados fazem escavações na Fonte Grande em Morro de São Paulo, danificando-a.